A madrugada de 3 de janeiro de 2026 ficará marcada nos registros históricos como o momento em que a geopolítica do Hemisfério Ocidental sofreu sua transformação mais radical desde o fim da Guerra Fria. O que muitos analistas tratavam apenas como retórica de campanha ou teoria acadêmica materializou-se em uma ação militar sem precedentes: a captura de Nicolás Maduro em solo venezuelano pela Delta Force. A “Operação Absolute Resolve” não apenas encerrou décadas de chavismo em Caracas, mas serviu como o grito de renascimento de uma Doutrina Monroe revigorada e adaptada às tensões do século XXI.
O desenrolar da operação, que durou pouco menos de uma hora e contou com o apoio logístico dos “Night Stalkers” e suporte cibernético total, culminou na extração de Maduro e sua imediata transferência para os Estados Unidos, onde agora enfrenta o sistema judiciário federal sob graves acusações de narcoterrorismo. No entanto, para além do impacto tático, o significado estratégico dessa incursão é o que realmente redefine as relações internacionais. Ao ordenar uma intervenção direta no coração da América do Sul, Washington abandonou a diplomacia de bastidores e reassumiu um papel de protagonismo absoluto, sinalizando que a zona de influência americana não é mais negociável.
Este renascimento da Doutrina Monroe, originalmente proclamada em 1823 com o lema “América para os Americanos”, ressurge agora com uma roupagem focada na segurança nacional e na contenção de rivais globais. Para o governo Donald Trump, a presença da Venezuela como um enclave para interesses da China, Rússia e Irã tornou-se um ponto de ruptura intolerável. A mensagem enviada ao mundo é inequívoca: qualquer tentativa de potências extrarregionais de estabelecer bases militares ou exercer controle sobre recursos estratégicos nas Américas enfrentará a resistência direta e física da maior potência militar do globo.
Do ponto de vista econômico, a queda do regime de Maduro abre caminho para uma reconfiguração das cadeias de suprimento e segurança energética. Com as maiores reservas de petróleo do mundo agora sob uma administração interina apoiada por Washington, a dinâmica do mercado global de energia sofre um abalo sísmico. Além disso, o foco norte-americano se volta para o controle de recursos críticos, como o lítio e metais raros abundantes na região, essenciais para a supremacia tecnológica e militar. O “nearshoring” deixa de ser apenas uma tendência econômica para se tornar uma política de Estado, onde a proximidade geográfica volta a ser o fator determinante na escolha de parceiros comerciais.
Entretanto, este novo protagonismo não está isento de riscos e controvérsias internacionais. Enquanto parte da população venezuelana e setores da diáspora celebram o fim de um regime autoritário, outras nações observam com cautela o precedente aberto pela violação da soberania territorial em nome da estabilidade regional. O desafio para os Estados Unidos nos próximos meses será transformar o sucesso militar em estabilidade política duradoura, evitando que o vácuo de poder na Venezuela se torne um pântano de insurgência ou que a imagem de “xerife do mundo” provoque um isolamento diplomático em fóruns globais como a ONU.
Em última análise, a captura de Maduro é o ponto de exclamação em uma nova ordem hemisférica. O protagonismo norte-americano voltou a ser exercido com a força máxima, e a Doutrina Monroe deixou as páginas amareladas da história para se tornar, novamente, o guia principal da política externa de Washington. Para os países da América Latina, o cenário exige uma recalibragem imediata: em um mundo onde as esferas de influência estão sendo redesenhadas à força, a neutralidade torna-se uma posição cada vez mais difícil de sustentar.

Leave a comment